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Assistência Social realiza Encontro com Mulheres e aborda campanha Agosto Lilás

31 de Agosto de 2021 | Noticias
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O último dia do mês de agosto foi especial para as mulheres aparecidenses que participaram de um momento de muito debate e conhecimento em relação a um importante assunto: o fim da violência sofrida pelas mulheres. Nesta terça-feira, 31, a Prefeitura de Aparecida do Rio Negro, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, realizou um Encontro com Mulheres, no Centro de Referência em Assistência Social (Cras).

 

O evento faz parte da campanha Agosto Lilás, em combate aos diversos tipos de violência feminina. A união de servidores e das próprias mulheres para o debate expõe as diversas situações em que a mulher se sente humilhada, buscando conscientizar a população para denúncias e pedido de socorro por quem sofre a violência. Por isso o tema central do encontro foi Mais Amor e Menos Ódio.

 

 

As 50 participantes encontraram o local decorado em alusão à campanha e com as regras de segurança sanitária. Estiveram presentes as representantes dos usuários dos serviços ofertados pelo Cras e mulheres representantes dos órgãos públicos, já que a quantidade de pessoas teve que ser limitada por causa da pandemia.

 

 

O evento foi aberto pela coordenadora do Cras, Priscila Araújo, que deu as boas-vindas às participantes, seguida de uma oração feita pelo pastor Adalton de Paula.

 

A secretária Municipal de Assistência Social, Luísa Marques, enfatizou que o encontro é o primeiro na modalidade presencial. “Esse é nosso primeiro encontro presencial neste local, pois ficamos impossibilitados de ter qualquer evento que reunisse muitas pessoas, mas estamos fazendo com o cuidado do uso da máscara e álcool em gel. Este é um assunto delicado e polêmico, mas que devemos abordar. Que nós possamos apreender a lidar com esse assunto e ajudar o nosso próximo, mas para isso se faz necessário ter conhecimento sobre o tema”, comentou.

 

 

Presente no encontro, o prefeito Suzano Marques disse que o tema é muito importante e precisa ser debatido. “Que bom seria que não precisasse falar disso, mas é necessário. Mulher não é  para ser maltratada, mas para ser amada, cuidada, e nós como homens que lideramos as nossas famílias, entendemos que a família é um lugar sagrado. Parabéns a toda a equipe pela organização, e nós como gestores temos que trabalhar essa consciência no ser humano, nos homens e que precisamos zelar”, disse.

 

 

Além de um delicioso café da manhã, foram sorteados vários brindes entre as participantes, motivando o momento também com a realização de dinâmicas sobre o tema. Além disso, todas as mulheres foram presenteadas com um mimo.

Encontro

 

 

As mulheres participaram de diversos debates que foram conduzidos em três momentos, pela psicóloga do Cras, Valéria Barreira, assistente social e técnica de referência do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), Fernanda Francisca, e assistente social do Cras, Hiolandia Pereira.

 

 

A troca de experiências contou com debates e esclarecimentos de dúvidas e a participação das mulheres. “Os altos índices de violência só aumentam e com a pandemia cresceu ainda mais e para a política de assistência social temos o dever de compartilhar isso, levando informações aos nossos usuários, que são as pessoas que atendemos aqui, fazendo essa ação comunitária, ouvindo a opinião de todas, trocando experiências. Todo esse ambiente é participativo e com toda a ética profissional. Temos que ser uma porta de acolhimento para que a mulher possa conversar, e o que pudermos fazer para ajudar, pois somos multiplicadores desse apoio”, comentou a psicóloga Valéria.

 

O debate abordou os diversos tipos de violência contra a mulher. A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) é a principal legislação brasileira para enfrentar a violência contra a mulher, que é reconhecida pela ONU como uma das três melhores do mundo no enfrentamento à violência de gênero. Mas o que poucos sabem é que a violência doméstica vai muito além da agressão física ou do estupro.  A Lei Maria da Penha classifica os tipos de abuso contra a mulher nas seguintes categorias: violência patrimonial, violência sexual, violência física, violência moral e violência psicológica.